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Sou coach, consultora e formadora nas áreas do desenvolvimento do comportamento pessoal e profissional.

A minha tese de Mestrado teve como tema o Impacto da Halitose no Bem-estar do Indivíduo.

Identifico-me como uma pessoa dinâmica, criativa, fascinada pelo comportamento humano, apaixonada pela vida, pela procura da felicidade, bem-estar e realização pessoal e profissional.

Com uma visão aberta e criativa e experiência, apoio as pessoas, grupos e organizações num caminho para que se tornem mais conscientes, eficientes, livres e felizes, que atinjam os resultados desejados e se realizem plenamente na vida pessoal, profissional e social.

O propósito dos meus serviços profissionais é facilitar mudanças positivas e duradouras, desenvolver competências pessoais e profissionais, ajudar as pessoas a realizar os seus objectivos e sonhos, fazendo a diferença nas suas vidas pessoais e profissionais.

‎"Se um dia tiver que escolher entre o Mundo e o Amor, lembre-se: Se escolher o Mundo ficará sem Amor, mas se você escolher o Amor, com ele conquistará o Mundo" - Albert Einstein

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Quem procura tratamento?

Na Península Ibérica, a consulta de halitose é ligeiramente mais procurada por mulheres do que por homens (53% vs 47%, respectivamente). As mulheres tendem a ser mais exigentes e a preocupar-se mais com o seu próprio hálito. As consultas do Instituto do Hálito na Península Ibérica registaram um espectro de idades que foi dos 2 aos 94 anos, com uma média de idades de 38 anos. No caso de crianças, a maior preocupação dos pais que as trazem à consulta é que a halitose seja um sinal de uma doença subjacente. Porém, o impacto mais negativo na qualidade de vida surge entre os 15 e os 35 anos. É nestas idades que se observam, com maior frequência, os efeitos psico-sociais da halitose, como baixa auto-estima, insegurança e isolamento (com repercussões no namoro, nas amizades e no sucesso escolar). Após os 35 anos, já se observa uma importância maior atribuída ao contexto profissional, fazendo com que os pacientes procurem a consulta também por recear um impacto na carreira.

A importância de estabelecer um diagnóstico etiológico

Antes de ser realizado um tratamento é essencial obter-se um diagnóstico etiológico (que determine a origem/causa). A realização de tratamentos empíricos baseados em suposições, sem fundamentação objectiva e criteriosa, é ineficaz. Na consulta de diagnóstico são recolhidos todos os dados do paciente, o estado actual e os antecedentes médicos relacionados com todos os factores predisponentes e desencadeantes de halitose.
Depois, são realizados exames que podem incluir o estudo computorizado do hálito (através de cromatografia gasosa), o estudo da saliva e função das glândulas salivares, e provas microbiológicas e enzimáticas a partir de colheitas de placa bacteriana e de saliva (os mais utilizados são o teste BANA®, o teste colorimétrico Halitox® e a prova da beta-galactosidade).

Terapêutica consoante as causas apuradas

Atendendo à variedade de fenómenos independentes que podem provocar halitose, torna-se necessário desmistificar algumas noções falsas mas que ainda perduram, como “a bactéria produtora de mau hálito” ou “o elixir/medicamento que cura o mau hálito”. Para cada causa de halitose existe uma terapêutica específica. Um elixir de uso oral não possui acção sobre uma halitose decorrente de uma sinusite, tal como um antibiótico não possui acção sobre uma halitose de origem reactiva alimentar. Logo, não existe um único tratamento para a halitose. O tratamento adequado será o mais actual e de maior eficácia visando a condição ou causa desencadeante do problema.

A eventual necessidade de consultas de revisão

A fase de controlo inicia-se após a remissão da halitose e inclui, usualmente, uma ou duas consultas de revisão. São necessárias para instrução do paciente sobre medidas preventivas e realização de eventuais procedimentos que assegurem a manutenção dos resultados obtidos. A mudança positiva do hálito é visível pela postura que os pacientes demonstram nas consultas, especialmente ao nível da auto-confiança. Contudo, é de salientar que se tem constatado que um tratamento bem-sucedido na eliminação desta nem sempre é acompanhado por uma adequação do paciente à nova realidade. Do total de pacientes tratados com êxito, 7%, ainda continuavam a viver como se padecessem halitose ao cabo de 3 meses. Subsistiam comportamentos defensivos como ocultar a boca com a mão, o uso frequente chicletes, etc. Porém, nestes casos, ao fim de 6 meses e após sessões de apoio e esclarecimento a estes pacientes, este número baixa marcadamente. Por isso deve ser feita uma distinção entre sucesso completo (que inclui o biológico e o psicológico) e sucesso apenas biológico (apesar da remissão da halitose o paciente ainda não se “libertou” do problema). Neste sentido, qualquer tratamento para a halitose deve ser sensível e intervir em ambas vertentes física e psicológica.

HCP Arthyaga®: um protocolo de eficácia comprovada

A taxa de êxito obtida com o HCP Arthyaga® foi a mais elevada até à data, de acordo com as principais bases de dados médicas internacionais (PubMed/Medline, Scopus, ISI-Web of Knowledge, etc.). Numa amostragem de 704 pacientes que procuraram tratamento específico para a halitose, 96,6% obtiveram a resolução completa da halitose, 0,6% obtiveram uma resposta biológica (apesar da halitose ter sido eliminada, estes pacientes não se sentiam psicologicamente curados), 1,0% obtiveram uma resposta parcial (não se registou uma resolução completa apesar da halitose ter diminuido) e apenas 1,8% manifestaram resposta nula (não se registou qualquer melhoria). As perturbações obsessivas relacionadas com a crença irreal de possuir halitose (halitofobia) ainda são os casos mais difíceis de tratar dada a irredutibilidade destes pacientes em aceitar a sua condição e submeter-se a um tratamento psicológico/psiquiátrico.
http://www.halito.pt/halitose/tratamento/

Mau hálito ou halitose?



Embora a expressão mau hálito seja a mais vulgarmente usada, o termo médico que define um hálito desagradável é halitose . O termo surgiu pela primeira vez em 1921, num rótulo de um elixir americano. Estima-se que até cerca de 30% da população mundial possa sofrer deste problema de uma forma frequente, independentemente do sexo, idade e classe social. Nos Estados Unidos, é o terceiro motivo mais frequente de consulta ao dentista (depois da cárie dentária e da doença periodontal). Apesar do termo médico halitose ser relativamente recente, é uma das patologias mais antigas e problemáticas com impacto na coexistência social.

Halitose: um tema tabu nos dias de hoje

Como acontece com outras doenças “embaraçosas”, na maioria dos casos ouve-se falar sobre mau hálito quando é um tema jocoso de anedotas e escárnio. Tem sido demonstrado que o facto de uma pessoa sentir-se insegura em relação ao seu próprio hálito, sem o discutir convenientemente, pode resultar em sérios prejuízos psicossociais. Cerca de 20% dos pacientes que recorreram à consulta nunca foram informados ou nunca perguntaram às pessoas mais próximas sobre a existência de halitose.
As justificações dadas foram o receio de uma resposta afirmativa ou o receio de serem julgados (ainda hoje associa-se impreterivelmente o mau hálito a má higiene). Por outro lado, aqueles que convivem com uma pessoa que padece de halitose, se forem caracterizados por uma total discrição e pudor sobre este tema, dificilmente alertam sobre o problema.

A halitose como factor desencadeante de efeitos psicológicos graves

Ainda que possa existir algum grau de preocupação com a saúde física, a maioria das pessoas afectadas preocupa-se mais com as implicações sociais por padecer de halitose. Por esse motivo, a consciência de padecer de mau hálito pode acarretar consequências psicológicas, com manifestações comportamentais visíveis (cobrir a boca ao falar, manter uma maior distância interpessoal ou evitar relações sociais) e outras mais graves.
O simples acto de cheirar encontra-se imbuído de carga emocional, podendo suscitar a aproximação ou repulsa, e até estimular a memória (tanto para aquele que padece como para os que o rodeiam). A percepção de um hálito desagradável geralmente despoleta um aumento imediato das emoções negativas, como irritabilidade, mal-estar, nervosismo e agitação.












A halitose como sinal de uma patologia subjacente

O hálito humano (mesmo o considerado normal) é um gás de uma composição complexa. Nos últimos 30 anos, têm sido identificados múltiplos compostos voláteis e constatou-se que uma amostra típica de ar exalado, de uma mesma pessoa, apresenta geralmente mais de 200 compostos de natureza distinta. São diversos os factores que determinam a ocorrência destes compostos, nomeadamente o estado de saúde geral, a condição física, diversas patologias, a ingestão alimentar e medicamentosa, factores ambientais e os estilos de vida.
Até à data, foram detectados mais de 3000 compostos diferentes no hálito de diferentes pessoas, muitos dos quais associados a patologias subjacentes. A detecção e a identificação da sua origem podem ser importantes no diagnóstico precoce de certas doenças com efeitos prejudiciais (por exemplo, a periodontite pode resultar na perda prematura dos dentes).
 

As origens mais frequentes de halitose

O relatório de 2010 publicado pelo Instituto do Hálito indicou que a maioria dos pacientes (60%) que procuraram tratamento nos centros clínicos da rede na Península Ibérica possui halitose com origem oral. No entanto, a proporção de halitose com esta origem tem diminuído nos últimos anos. Algumas explicações possíveis são a crescente sensibilização por parte da população para uma higiene oral adequada.
As causas extra-orais (aparelho respiratório, tubo digestivo e sistémicas) são responsáveis por cerca de 17% dos casos diagnosticados pelo Instituto do Hálito. Estas causas são de diagnóstico mais complexo e requerem geralmente uma tecnologia mais avançada, sendo mais susceptíveis de detectar numa consulta especializada de halitose.





Nos restantes 23% dos pacientes que procuraram os centros clínicos do Instituto do Hálito não foi diagnosticada halitose verdadeira. Certas condições como a diminuição da secreção salivar, problemas digestivos, stress/ansiedade, embora em alguns casos originem halitose verdadeira, podem criar sensações gustativas que são percebidas como sensações olfactivas e induzir uma pessoa a crer que padece de halitose.

http://www.halito.pt/halitose/

Na Península Ibérica: a concretização de um projecto nascido nos E.U.A.

À semelhança do sucedido em países pioneiros como os E.U.A., Japão, Israel, Bélgica e Alemanha, considerou-se relevante a constituição de um centro investigação de halitose com actividade em Portugal e Espanha. O projecto para a sua fundação teve início em Chicago, em Agosto de 2007, e foi fruto do entusiasmo e compromisso de vários investigadores da temática do hálito, oriundos de diferentes países e especialidades médicas, congregados na International Society for Breath Odor Research (ISBOR). Dois meses após a reunião de Chicago, iniciaram-se as actividades de investigação e assistência a pacientes na Península Ibérica. De forma a poder corresponder à crescente procura dos nossos serviços, em 2010 nasce oficialmente o Instituto do Hálito – Breath Research.

Desenvolvendo protocolos clínicos de excelência


Os fenómenos associados com a existência de halitose podem ocorrer em distintas partes do organismo (boca, nariz, garganta, pulmões, estômago, intestino, fígado, rins, etc.). Por conseguinte, neste projecto têm colaborado mais de 30 profissionais de saúde relacionados com as possíveis causas de halitose, sobretudo médicos-dentistas, médicos especialistas em Estomatologia, Otorrinolaringologia, Gastrenterologia, Medicina Interna, Nefrologia, Análises Clínicas, Imuno-alergologia, além de psicólogos e nutricionistas. O resultado desta sinergia foi um protocolo de diagnóstico e tratamento para uso clínico, o HCP Arthyaga®, que recentemente obteve o reconhecimento por parte de um painel europeu de experts como detentor de uma taxa de êxito global de 96,6%.

Apoiando profissionais de saúde na abordagem clínica da halitose


O Instituto do Hálito presta formação a médicos, médicos-dentistas e higienistas orais, tanto em Portugal como em Espanha. Para além das ocasionais palestras e conferências médicas, são ministrados cursos modulares de 64 horas de duração com o propósito de colmatar as habituais insuficiências nos programas curriculares académicos. As aulas são ministradas por professores experientes, com doutoramento específico e prática clínica exclusiva na área da Halitose. Nestes cursos, os participantes recebem formação sobre as linhas de orientação e metodologias específicas relacionadas com a anamnese, os exames de diagnóstico, análise e racionalização dos resultados, e tomas de decisão sobre as terapêuticas apropriadas a seguir.

Investigação em colaboração com sociedades científicas, unidades de saúde públicas e universidades


O Instituto do Hálito tem realizado investigação nos mais variados ramos relacionados com a halitose, nomeadamente ao nível da bioquímica, epidemiologia, factores de risco, impacto na qualidade de vida, abordagem clínica, diagnóstico, tratamento e peritagem de produtos comercialmente disponíveis. A maioria destes estudos têm sido realizados em parceria com membros de sociedades científicas especializadas, designadamente a International Society for Breath and Odor Research e a International Association of Breath Research, unidades de saúde públicas e universidades. Neste último caso, ao nível clínico, quase exclusivamente com a Universidade de Sevilha e, ao nível das ciências humanas, com o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Informando a população sobre um tema pouco divulgado


Na Península Ibérica ainda é necessário falar mais e melhor sobre halitose. Sobretudo informar sobre a multiplicidade das causas, desacreditando o preconceito associado com a falta de higiene, a crença de que o estômago é uma origem frequente e que a auto-percepção de halitose não significa obrigatoriamente a ocorrência de halitose verdadeira. A consulta do hálito – recurso apropriado para as pessoas que têm a vida afectada por este problema – ainda é uma realidade desconhecida para a maior parte da população. O Instituto do Hálito tem tomado acções no sentido de informar a população.
Para além da apresentação de conteúdos didácticos on-line (secção “HALITOSE” presente neste site), têm sido tomadas diligências, nomeadamente através de livros para o público em geral e acções de divulgação da patologia nos meios televisivos e na imprensa escrita.



Que remédios caseiros / naturais ou soluções naturais existem atualmente para a halitose?


Ainda que prescreva soluções naturais em casos particulares (ex.: a ameixa japonesa umeboshi – um estimulante salivar com provas dadas), pessoalmente, tenho sempre algumas reservas em falar deste tema. É frequente que, muitas pessoas, depois de ouvir-me, comecem de imediato a comprar certos produtos, bebidas e comidas, crendo ingenuamente que isso lhes irá solucionar o problema de hálito.
Volto a referir que as halitoses devem ser identificadas segundo a sua origem e que a eficácia do tratamento depende da correspondência do agente terapêutico utilizado com a origem. Como referi anteriormente, os efeitos benéficos de alguns alimentos com odor agradável (salsa, etc.), ou certas cápsulas que algumas empresas colocam à disposição do público, nem sempre têm efeito em todas as personas e, quando têm, raramente duram mais de 1 hora. Isto não é cura, nem tratamento.
É verdade que algumas comidas podem melhorar transitoriamente o estado do hálito de algumas pessoas. Isto sucede basicamente através de 2 mecanismos principais: devido ao potencial efeito antimicrobiano ou através da captura/neutralização dos compostos de mau odor.
Sobre o efeito antimicrobiano, já foi demostrado, por exemplo, que alguns chás possuem antimicrobianos naturais com alguma capacidade de anular bactérias orais (os mais estudados foram o chá verde e o ginseng vermelho da Coreia). Recordo um estudo israelita recente que também encontrou algumas sustâncias inibidoras de bactérias no café (porém, devido a outras sustâncias, o saldo global da ingestão de café geralmente é negativa em relação ao hálito: pela desidratação e alteração do sabor que este provoca, etc..
Existem outros alimentos que possuem certas sustâncias (especialmente polifenóis, e certas enzimas como as polifenoloxidases e as peroxidases) com alguma capacidade para neutralizar compostos de enxofre. Os alimentos que possuem estas sustâncias são alguns tipos de cogumelos, chá verde, algumas frutas (a maçã, a ameixa, o kiwi, o caqui, o mirtilo), algumas ervas como a salsa e o manjericão, e alguns vegetais como a alface, os espargos, o inhame e a beringela. Existem muitos outros alimentos mencionados em fontes não científicas, no entanto à grande maioria falta um adequado fundamento científico. Porém, a dura realidade, é que o efeito destes alimentos /remédios naturais é muito curto.
Por exemplo, o chá verde pode melhorar transitoriamente o problema de halitose em alguns casos em que a origem é intra-oral mas para muitas patologias causadoras de halitose simplesmente não existe um remédio caseiro ou terapêutica natural (sobretudo as extra-orais). 

Há que ser prudente e não permitir que a ansiedade domine a razão. O seguinte princípio deve prevalecer: se uma pessoa não sabe qual é a causa, primeiramente deve obter o diagnóstico e só depois planear o tratamento ou agentes terapêuticos a utilizar, e não tratar irracionalmente às cegas fundamentando-se em testemunhos de terceiros (que poderão ter tido uma causa de halitose distinta) ou em promessas fantasiosas de produtos milagrosos. É preciso ter em conta que a maioria das pessoas que padecem de mau hálito já gastou muito tempo e dinheiro na procura de soluções e está cansada de tentativas frustradas ou terapêuticas não eficazes. A boa notícia é que felizmente a ciência já evoluiu e, nos dias de hoje, uma pessoa só anda perdida neste processo se assim o desejar.
http://www.halito.pt/faq/remedios-caseiros-naturais-para-halitose.html
(Perguntas ao Dr Jonas Nunes)

Que pastilhas ou elixires devo usar para eliminar a halitose ou mau hálito?


É necessário explicar que a grande maioria das pastilhas possuem dois efeitos (como muito): aumentam a salivação (como consequência natural da mastigação) e podem ocultar o mau hálito existente (ao libertar um odor mais intenso: menta, hortelã, etc.). Os pacientes sabem que o efeito é muito curto e portanto seria abusivo conotar estes dois efeitos como “eliminação do mau hálito”. Algum efeito benéfico pode resultar do aumento da secreção salivar em pacientes com a boca seca (mas poucos minutos após a interrupção da mastigação, os problemas anterior voltam: o mau hálito e/ou a boca seca, etc. Portanto, as pastilhas não são uma terapêutica que se recomende para tratar o mau hálito ou problemas de boca seca.
Além disso, o uso continuado de pastilhas pode provocar problemas ao nível da articulação relacionada com a abertura e fecho da boca – a temporomandibular (ruídos, desgaste das articulações, dor, inflamação, etc.) e produzir acidez excessiva no estomago (como reflexo neuronal resultante da mastigação) podendo ocasionar gastrite, úlceras, etc. Existem outras opções para aumentar a secreção salivar, sem provocar estes efeitos colaterais e com maior eficácia a longo prazo e, claro, muitas outras opções para tratar o mau hálito.
Mais recentemente, surgiram pastilhas que contêm antimicrobianos e/ou probióticos. Demonstraram algum grau de eficácia mas o seu efeito é muito limitado – a curto prazo (e podem ser agentes terapêuticos benéficos apenas quando a causa primária do mau hálito está na boca).
Em relação aos elixires, já respondi anteriormente. Um elixir adequado não deve possuir álcool (portanto o utilizador não deve sentir ardor), possui antimicrobianos com eficácia cientificamente comprovada, como o cloruro de cetilpiridínio ou o digluconato de clorexidina ou substâncias que captam maus odores como o lactato de zinco ou o cloruro de sódio. Estes elixires, quando a causa primaria provém mesmo da boca (bactérias orais), têm a sua aplicação e são muito úteis. O problema é que uma parte muito significativa dos elixires comercialmente disponíveis não possui nenhum destes compostos que foram cientificamente comprovados. 

Portanto, se uma pessoa utiliza um elixir com fundamento científico duas vezes ao dia e continua a ter mau hálito, a causa não será bacteriana oral, mas sim outra (e não é realista estar confiado nas substâncias mascaradoras que a maioria dos elixires possui de curta duração como a menta). As halitoses devem ser tratadas na sua origem e de modo enérgico (e não mascaradas com cápsulas de azeite floral, menta ou hortelã, chicletes, elixires mentolados, ou outros). Os efeitos benéficos de alguns alimentos com odor agradável (salsa, mirra, etc.), ou certas cápsulas que algumas empresas comercializam, não têm efeito em todas as pessoas e, quando têm, raramente duram mais de 1 hora.
http://www.halito.pt/faq/pastilhas-elixires-eliminar-mau-halito.html
(Perguntas ao Dr Jonas Nunes)

Como evitar ou prevenir a halitose ou mau hálito?


Primeiramente, há que ter bastante claro o que é a halitose fisiológica que todos podemos ter (ex.: a que ocorre ao despertar ou durante os jejuns prolongados) e a halitose patológica ou crónica (a que sucede frequentemente mesmo pouco depois de comer ou realizar a higiene oral). Esta última, a halitose patológica, quase sempre é impossível de prevenir. A forma de evitá-la é o tratamento e não a prevenção.

Em relação à halitose fisiológica (que em muitos casos está relacionada com maus hábitos) pode ser evitada recorrendo a diferentes estratégias como: comer a cada 4 horas, evitar as comidas condimentadas e odorantes, evitar o álcool, o café, o tabaco, evitar as dietas hiperproteicas, hipocalóricas, as comidas ricas em gorduras, beber 1,5 litros de água por dia e realizar dois procedimentos básicos de higiene oral – o uso do fio dentário e a limpeza da língua. No entanto, se apesar de isto o mau hálito persistir, então a halitose deve ser considerada patológica (e não fisiológica), estando indicada a consulta do hálito. É importante salientar esta realidade já que muitos pacientes que nos visitam adotam hábitos compulsivos como escovar os dentes ou utilizar elixires 5-6 vezes ao dia, etc. Compreende-se que tentam evitar ao máximo a manifestação de mau hálito, porém infelizmente o excesso de zelo em relação aos cuidados preventivos (quando a halitose é patológica) não resulta num resultado benéfico y duradouro em relação ao hálito.
Sobre os cuidados de higiene oral mais importantes para a prevenção do mau hálito, ainda que não esteja amplamente divulgado, diversos estudos realizados até à data que compararam o hálito de pessoas que usavam elixires regularmente e pessoas que não usavam, duas horas depois de utilizá-los, não se verificou diferenças no hálito de ambos grupos (isto é, duas horas depois de utilizar um elixir, o estado do hálito das pessoas que utilizam elixires é o mesmo das pessoas que não utilizam. Ainda que estes estudos científicos o comprovem, esta é uma realidade que os pacientes que vêm à consulta pela primeira vez admitem ter constatado eles mesmos.
Lamentavelmente, estes resultados sobre a eficácia dos elixires, não são muito divulgados talvez pelos interesses comerciais associados mas os estudos estão publicados e disponíveis para consulta nas principais bases de dados médicas mundiais (como o PubMed/Medline). Por outros lado, quando comparado o estado do hálito entre pessoas que utilizam regularmente o fio dentário e/ou o limpador de língua e aqueles que não utilizam nenhum deles, observou-se que o hálito deste último grupo era manifestamente pior. O uso regular de fio dentário e a limpeza regular da língua são bastante mais relevantes na prevenção de halitose em comparação com a utilização regular de elixires. 
http://www.halito.pt/faq/evitar-prevenir-mau-halito.html
(Perguntas ao Dr Jonas Nunes)

Como funciona uma Consulta do Hálito?

Segundo os padrões mais atuais, a consulta moderna do hálito deve processar-se em três fases: diagnóstico, tratamento e controlo.
O objetivo da fase de diagnóstico (ou Estudo do Hálito) é identificar qual a causa da halitose. No nosso departamento, quase sempre realiza-se em uma consulta (pois temos pacientes que se deslocam de regiões mais remotas). Nesta primeira consulta, obtêm-se também todos os dados médicos relevantes para o diagnóstico (anamnese) e realizam-se uma série de procedimentos como a exploração oral, análise do ar expirado bucal e nasal, provas microbiológicas através de técnicas de PCR (identificação através do ADN), análise da função salivar, provas psicológicas (EIH e OHIP) com o objetivo de estabelecer o diagnóstico etiológico (a causa).
É necessário esclarecer que a vasta maioria dos pacientes que acorre ao nosso departamento já possui uma higiene oral exemplar e, portanto, não tem ideia de qual é a causa do mau hálito (são saudáveis e não conseguem relacionar com outros sinais ou sintomas). Muitas das mais de 80 causas possíveis estão incluídas neste grupo. Nestes casos, a realização do Estudo do Hálito é imprescindível para poder começar qualquer tratamento (há que saber exatamente a patologia/doença que desencadeia o mau hálito de forma a prescrever a terapêutica adequada.

Ao nível universitário, foi graças a esta metodologia (que inclui o Estudo do Hálito) que se obteve uma taxa de êxito de 96,6%. Quanto às consultas seguintes (fase de tratamento e fase de controlo), estas variam segundo a causa. Na maioria dos casos são necessárias 3-4 consultas ao longo de 6 meses para tratamento e controlo (ainda que a eliminação da halitose geralmente suceda ao fim de uma semana).
Atualmente, muitas pessoas procuram-nos apenas para que se realize um check-up e eventuais orientações (sem a existência evidente de mau hálito). São pessoas com vidas sociais muito ativas, cuja profissão exige um contacto muito próximo com terceiros e querem estar seguras e em pleno controlo do seu hálito. Estudamos os fatores e o risco para a predisposição e susceptibilidade e orientamos com detalhe de modo a que o hálito fique blindado.
http://www.halito.pt/faq/como-funciona-consulta-halitose.html
(Perguntas ao Dr Jonas Nunes)