À semelhança do sucedido em países pioneiros como os E.U.A., Japão,
Israel, Bélgica e Alemanha, considerou-se relevante a constituição de um
centro investigação de halitose com actividade em Portugal e Espanha. O
projecto para a sua fundação teve início em Chicago, em Agosto de 2007,
e foi fruto do entusiasmo e compromisso de vários investigadores da
temática do hálito, oriundos de diferentes países e especialidades
médicas, congregados na International Society for Breath Odor Research
(ISBOR). Dois meses após a reunião de Chicago, iniciaram-se as
actividades de investigação e assistência a pacientes na Península
Ibérica. De forma a poder corresponder à crescente procura dos nossos
serviços, em 2010 nasce oficialmente o Instituto do Hálito – Breath
Research.
Desenvolvendo protocolos clínicos de excelência
Os fenómenos associados com a existência de halitose podem ocorrer
em distintas partes do organismo (boca, nariz, garganta, pulmões,
estômago, intestino, fígado, rins, etc.). Por conseguinte, neste
projecto têm colaborado mais de 30 profissionais de saúde relacionados
com as possíveis causas de halitose, sobretudo médicos-dentistas,
médicos especialistas em Estomatologia, Otorrinolaringologia,
Gastrenterologia, Medicina Interna, Nefrologia, Análises Clínicas,
Imuno-alergologia, além de psicólogos e nutricionistas. O resultado
desta sinergia foi um protocolo de diagnóstico e tratamento para uso
clínico, o HCP Arthyaga®, que recentemente obteve o reconhecimento por
parte de um painel europeu de experts como detentor de uma taxa de êxito
global de 96,6%.
Apoiando profissionais de saúde na abordagem clínica da halitose
O Instituto do Hálito presta formação a médicos, médicos-dentistas e
higienistas orais, tanto em Portugal como em Espanha. Para além das
ocasionais palestras e conferências médicas, são ministrados cursos
modulares de 64 horas de duração com o propósito de colmatar as
habituais insuficiências nos programas curriculares académicos. As aulas
são ministradas por professores experientes, com doutoramento
específico e prática clínica exclusiva na área da Halitose. Nestes
cursos, os participantes recebem formação sobre as linhas de orientação e
metodologias específicas relacionadas com a anamnese, os exames de
diagnóstico, análise e racionalização dos resultados, e tomas de decisão
sobre as terapêuticas apropriadas a seguir.
Investigação em colaboração com sociedades científicas, unidades de saúde públicas e universidades
O Instituto do Hálito tem realizado investigação nos mais variados
ramos relacionados com a halitose, nomeadamente ao nível da bioquímica,
epidemiologia, factores de risco, impacto na qualidade de vida,
abordagem clínica, diagnóstico, tratamento e peritagem de produtos
comercialmente disponíveis. A maioria destes estudos têm sido realizados
em parceria com membros de sociedades científicas especializadas,
designadamente a International Society for Breath and Odor Research e a
International Association of Breath Research, unidades de saúde públicas
e universidades. Neste último caso, ao nível clínico, quase
exclusivamente com a Universidade de Sevilha e, ao nível das ciências
humanas, com o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.
Informando a população sobre um tema pouco divulgado
Na Península Ibérica ainda é necessário falar mais e melhor sobre
halitose. Sobretudo informar sobre a multiplicidade das causas,
desacreditando o preconceito associado com a falta de higiene, a crença
de que o estômago é uma origem frequente e que a auto-percepção de
halitose não significa obrigatoriamente a ocorrência de halitose
verdadeira. A consulta do hálito – recurso apropriado para as pessoas
que têm a vida afectada por este problema – ainda é uma realidade
desconhecida para a maior parte da população. O Instituto do Hálito tem
tomado acções no sentido de informar a população.
Para além da apresentação de conteúdos didácticos on-line (secção
“HALITOSE” presente neste site), têm sido tomadas diligências,
nomeadamente através de livros para o público em geral e acções de
divulgação da patologia nos meios televisivos e na imprensa escrita.