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Sou coach, consultora e formadora nas áreas do desenvolvimento do comportamento pessoal e profissional.

A minha tese de Mestrado teve como tema o Impacto da Halitose no Bem-estar do Indivíduo.

Identifico-me como uma pessoa dinâmica, criativa, fascinada pelo comportamento humano, apaixonada pela vida, pela procura da felicidade, bem-estar e realização pessoal e profissional.

Com uma visão aberta e criativa e experiência, apoio as pessoas, grupos e organizações num caminho para que se tornem mais conscientes, eficientes, livres e felizes, que atinjam os resultados desejados e se realizem plenamente na vida pessoal, profissional e social.

O propósito dos meus serviços profissionais é facilitar mudanças positivas e duradouras, desenvolver competências pessoais e profissionais, ajudar as pessoas a realizar os seus objectivos e sonhos, fazendo a diferença nas suas vidas pessoais e profissionais.

‎"Se um dia tiver que escolher entre o Mundo e o Amor, lembre-se: Se escolher o Mundo ficará sem Amor, mas se você escolher o Amor, com ele conquistará o Mundo" - Albert Einstein

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Na Península Ibérica: a concretização de um projecto nascido nos E.U.A.

À semelhança do sucedido em países pioneiros como os E.U.A., Japão, Israel, Bélgica e Alemanha, considerou-se relevante a constituição de um centro investigação de halitose com actividade em Portugal e Espanha. O projecto para a sua fundação teve início em Chicago, em Agosto de 2007, e foi fruto do entusiasmo e compromisso de vários investigadores da temática do hálito, oriundos de diferentes países e especialidades médicas, congregados na International Society for Breath Odor Research (ISBOR). Dois meses após a reunião de Chicago, iniciaram-se as actividades de investigação e assistência a pacientes na Península Ibérica. De forma a poder corresponder à crescente procura dos nossos serviços, em 2010 nasce oficialmente o Instituto do Hálito – Breath Research.

Desenvolvendo protocolos clínicos de excelência


Os fenómenos associados com a existência de halitose podem ocorrer em distintas partes do organismo (boca, nariz, garganta, pulmões, estômago, intestino, fígado, rins, etc.). Por conseguinte, neste projecto têm colaborado mais de 30 profissionais de saúde relacionados com as possíveis causas de halitose, sobretudo médicos-dentistas, médicos especialistas em Estomatologia, Otorrinolaringologia, Gastrenterologia, Medicina Interna, Nefrologia, Análises Clínicas, Imuno-alergologia, além de psicólogos e nutricionistas. O resultado desta sinergia foi um protocolo de diagnóstico e tratamento para uso clínico, o HCP Arthyaga®, que recentemente obteve o reconhecimento por parte de um painel europeu de experts como detentor de uma taxa de êxito global de 96,6%.

Apoiando profissionais de saúde na abordagem clínica da halitose


O Instituto do Hálito presta formação a médicos, médicos-dentistas e higienistas orais, tanto em Portugal como em Espanha. Para além das ocasionais palestras e conferências médicas, são ministrados cursos modulares de 64 horas de duração com o propósito de colmatar as habituais insuficiências nos programas curriculares académicos. As aulas são ministradas por professores experientes, com doutoramento específico e prática clínica exclusiva na área da Halitose. Nestes cursos, os participantes recebem formação sobre as linhas de orientação e metodologias específicas relacionadas com a anamnese, os exames de diagnóstico, análise e racionalização dos resultados, e tomas de decisão sobre as terapêuticas apropriadas a seguir.

Investigação em colaboração com sociedades científicas, unidades de saúde públicas e universidades


O Instituto do Hálito tem realizado investigação nos mais variados ramos relacionados com a halitose, nomeadamente ao nível da bioquímica, epidemiologia, factores de risco, impacto na qualidade de vida, abordagem clínica, diagnóstico, tratamento e peritagem de produtos comercialmente disponíveis. A maioria destes estudos têm sido realizados em parceria com membros de sociedades científicas especializadas, designadamente a International Society for Breath and Odor Research e a International Association of Breath Research, unidades de saúde públicas e universidades. Neste último caso, ao nível clínico, quase exclusivamente com a Universidade de Sevilha e, ao nível das ciências humanas, com o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Informando a população sobre um tema pouco divulgado


Na Península Ibérica ainda é necessário falar mais e melhor sobre halitose. Sobretudo informar sobre a multiplicidade das causas, desacreditando o preconceito associado com a falta de higiene, a crença de que o estômago é uma origem frequente e que a auto-percepção de halitose não significa obrigatoriamente a ocorrência de halitose verdadeira. A consulta do hálito – recurso apropriado para as pessoas que têm a vida afectada por este problema – ainda é uma realidade desconhecida para a maior parte da população. O Instituto do Hálito tem tomado acções no sentido de informar a população.
Para além da apresentação de conteúdos didácticos on-line (secção “HALITOSE” presente neste site), têm sido tomadas diligências, nomeadamente através de livros para o público em geral e acções de divulgação da patologia nos meios televisivos e na imprensa escrita.



Que remédios caseiros / naturais ou soluções naturais existem atualmente para a halitose?


Ainda que prescreva soluções naturais em casos particulares (ex.: a ameixa japonesa umeboshi – um estimulante salivar com provas dadas), pessoalmente, tenho sempre algumas reservas em falar deste tema. É frequente que, muitas pessoas, depois de ouvir-me, comecem de imediato a comprar certos produtos, bebidas e comidas, crendo ingenuamente que isso lhes irá solucionar o problema de hálito.
Volto a referir que as halitoses devem ser identificadas segundo a sua origem e que a eficácia do tratamento depende da correspondência do agente terapêutico utilizado com a origem. Como referi anteriormente, os efeitos benéficos de alguns alimentos com odor agradável (salsa, etc.), ou certas cápsulas que algumas empresas colocam à disposição do público, nem sempre têm efeito em todas as personas e, quando têm, raramente duram mais de 1 hora. Isto não é cura, nem tratamento.
É verdade que algumas comidas podem melhorar transitoriamente o estado do hálito de algumas pessoas. Isto sucede basicamente através de 2 mecanismos principais: devido ao potencial efeito antimicrobiano ou através da captura/neutralização dos compostos de mau odor.
Sobre o efeito antimicrobiano, já foi demostrado, por exemplo, que alguns chás possuem antimicrobianos naturais com alguma capacidade de anular bactérias orais (os mais estudados foram o chá verde e o ginseng vermelho da Coreia). Recordo um estudo israelita recente que também encontrou algumas sustâncias inibidoras de bactérias no café (porém, devido a outras sustâncias, o saldo global da ingestão de café geralmente é negativa em relação ao hálito: pela desidratação e alteração do sabor que este provoca, etc..
Existem outros alimentos que possuem certas sustâncias (especialmente polifenóis, e certas enzimas como as polifenoloxidases e as peroxidases) com alguma capacidade para neutralizar compostos de enxofre. Os alimentos que possuem estas sustâncias são alguns tipos de cogumelos, chá verde, algumas frutas (a maçã, a ameixa, o kiwi, o caqui, o mirtilo), algumas ervas como a salsa e o manjericão, e alguns vegetais como a alface, os espargos, o inhame e a beringela. Existem muitos outros alimentos mencionados em fontes não científicas, no entanto à grande maioria falta um adequado fundamento científico. Porém, a dura realidade, é que o efeito destes alimentos /remédios naturais é muito curto.
Por exemplo, o chá verde pode melhorar transitoriamente o problema de halitose em alguns casos em que a origem é intra-oral mas para muitas patologias causadoras de halitose simplesmente não existe um remédio caseiro ou terapêutica natural (sobretudo as extra-orais). 

Há que ser prudente e não permitir que a ansiedade domine a razão. O seguinte princípio deve prevalecer: se uma pessoa não sabe qual é a causa, primeiramente deve obter o diagnóstico e só depois planear o tratamento ou agentes terapêuticos a utilizar, e não tratar irracionalmente às cegas fundamentando-se em testemunhos de terceiros (que poderão ter tido uma causa de halitose distinta) ou em promessas fantasiosas de produtos milagrosos. É preciso ter em conta que a maioria das pessoas que padecem de mau hálito já gastou muito tempo e dinheiro na procura de soluções e está cansada de tentativas frustradas ou terapêuticas não eficazes. A boa notícia é que felizmente a ciência já evoluiu e, nos dias de hoje, uma pessoa só anda perdida neste processo se assim o desejar.
http://www.halito.pt/faq/remedios-caseiros-naturais-para-halitose.html
(Perguntas ao Dr Jonas Nunes)

Que pastilhas ou elixires devo usar para eliminar a halitose ou mau hálito?


É necessário explicar que a grande maioria das pastilhas possuem dois efeitos (como muito): aumentam a salivação (como consequência natural da mastigação) e podem ocultar o mau hálito existente (ao libertar um odor mais intenso: menta, hortelã, etc.). Os pacientes sabem que o efeito é muito curto e portanto seria abusivo conotar estes dois efeitos como “eliminação do mau hálito”. Algum efeito benéfico pode resultar do aumento da secreção salivar em pacientes com a boca seca (mas poucos minutos após a interrupção da mastigação, os problemas anterior voltam: o mau hálito e/ou a boca seca, etc. Portanto, as pastilhas não são uma terapêutica que se recomende para tratar o mau hálito ou problemas de boca seca.
Além disso, o uso continuado de pastilhas pode provocar problemas ao nível da articulação relacionada com a abertura e fecho da boca – a temporomandibular (ruídos, desgaste das articulações, dor, inflamação, etc.) e produzir acidez excessiva no estomago (como reflexo neuronal resultante da mastigação) podendo ocasionar gastrite, úlceras, etc. Existem outras opções para aumentar a secreção salivar, sem provocar estes efeitos colaterais e com maior eficácia a longo prazo e, claro, muitas outras opções para tratar o mau hálito.
Mais recentemente, surgiram pastilhas que contêm antimicrobianos e/ou probióticos. Demonstraram algum grau de eficácia mas o seu efeito é muito limitado – a curto prazo (e podem ser agentes terapêuticos benéficos apenas quando a causa primária do mau hálito está na boca).
Em relação aos elixires, já respondi anteriormente. Um elixir adequado não deve possuir álcool (portanto o utilizador não deve sentir ardor), possui antimicrobianos com eficácia cientificamente comprovada, como o cloruro de cetilpiridínio ou o digluconato de clorexidina ou substâncias que captam maus odores como o lactato de zinco ou o cloruro de sódio. Estes elixires, quando a causa primaria provém mesmo da boca (bactérias orais), têm a sua aplicação e são muito úteis. O problema é que uma parte muito significativa dos elixires comercialmente disponíveis não possui nenhum destes compostos que foram cientificamente comprovados. 

Portanto, se uma pessoa utiliza um elixir com fundamento científico duas vezes ao dia e continua a ter mau hálito, a causa não será bacteriana oral, mas sim outra (e não é realista estar confiado nas substâncias mascaradoras que a maioria dos elixires possui de curta duração como a menta). As halitoses devem ser tratadas na sua origem e de modo enérgico (e não mascaradas com cápsulas de azeite floral, menta ou hortelã, chicletes, elixires mentolados, ou outros). Os efeitos benéficos de alguns alimentos com odor agradável (salsa, mirra, etc.), ou certas cápsulas que algumas empresas comercializam, não têm efeito em todas as pessoas e, quando têm, raramente duram mais de 1 hora.
http://www.halito.pt/faq/pastilhas-elixires-eliminar-mau-halito.html
(Perguntas ao Dr Jonas Nunes)

Como evitar ou prevenir a halitose ou mau hálito?


Primeiramente, há que ter bastante claro o que é a halitose fisiológica que todos podemos ter (ex.: a que ocorre ao despertar ou durante os jejuns prolongados) e a halitose patológica ou crónica (a que sucede frequentemente mesmo pouco depois de comer ou realizar a higiene oral). Esta última, a halitose patológica, quase sempre é impossível de prevenir. A forma de evitá-la é o tratamento e não a prevenção.

Em relação à halitose fisiológica (que em muitos casos está relacionada com maus hábitos) pode ser evitada recorrendo a diferentes estratégias como: comer a cada 4 horas, evitar as comidas condimentadas e odorantes, evitar o álcool, o café, o tabaco, evitar as dietas hiperproteicas, hipocalóricas, as comidas ricas em gorduras, beber 1,5 litros de água por dia e realizar dois procedimentos básicos de higiene oral – o uso do fio dentário e a limpeza da língua. No entanto, se apesar de isto o mau hálito persistir, então a halitose deve ser considerada patológica (e não fisiológica), estando indicada a consulta do hálito. É importante salientar esta realidade já que muitos pacientes que nos visitam adotam hábitos compulsivos como escovar os dentes ou utilizar elixires 5-6 vezes ao dia, etc. Compreende-se que tentam evitar ao máximo a manifestação de mau hálito, porém infelizmente o excesso de zelo em relação aos cuidados preventivos (quando a halitose é patológica) não resulta num resultado benéfico y duradouro em relação ao hálito.
Sobre os cuidados de higiene oral mais importantes para a prevenção do mau hálito, ainda que não esteja amplamente divulgado, diversos estudos realizados até à data que compararam o hálito de pessoas que usavam elixires regularmente e pessoas que não usavam, duas horas depois de utilizá-los, não se verificou diferenças no hálito de ambos grupos (isto é, duas horas depois de utilizar um elixir, o estado do hálito das pessoas que utilizam elixires é o mesmo das pessoas que não utilizam. Ainda que estes estudos científicos o comprovem, esta é uma realidade que os pacientes que vêm à consulta pela primeira vez admitem ter constatado eles mesmos.
Lamentavelmente, estes resultados sobre a eficácia dos elixires, não são muito divulgados talvez pelos interesses comerciais associados mas os estudos estão publicados e disponíveis para consulta nas principais bases de dados médicas mundiais (como o PubMed/Medline). Por outros lado, quando comparado o estado do hálito entre pessoas que utilizam regularmente o fio dentário e/ou o limpador de língua e aqueles que não utilizam nenhum deles, observou-se que o hálito deste último grupo era manifestamente pior. O uso regular de fio dentário e a limpeza regular da língua são bastante mais relevantes na prevenção de halitose em comparação com a utilização regular de elixires. 
http://www.halito.pt/faq/evitar-prevenir-mau-halito.html
(Perguntas ao Dr Jonas Nunes)

Como funciona uma Consulta do Hálito?

Segundo os padrões mais atuais, a consulta moderna do hálito deve processar-se em três fases: diagnóstico, tratamento e controlo.
O objetivo da fase de diagnóstico (ou Estudo do Hálito) é identificar qual a causa da halitose. No nosso departamento, quase sempre realiza-se em uma consulta (pois temos pacientes que se deslocam de regiões mais remotas). Nesta primeira consulta, obtêm-se também todos os dados médicos relevantes para o diagnóstico (anamnese) e realizam-se uma série de procedimentos como a exploração oral, análise do ar expirado bucal e nasal, provas microbiológicas através de técnicas de PCR (identificação através do ADN), análise da função salivar, provas psicológicas (EIH e OHIP) com o objetivo de estabelecer o diagnóstico etiológico (a causa).
É necessário esclarecer que a vasta maioria dos pacientes que acorre ao nosso departamento já possui uma higiene oral exemplar e, portanto, não tem ideia de qual é a causa do mau hálito (são saudáveis e não conseguem relacionar com outros sinais ou sintomas). Muitas das mais de 80 causas possíveis estão incluídas neste grupo. Nestes casos, a realização do Estudo do Hálito é imprescindível para poder começar qualquer tratamento (há que saber exatamente a patologia/doença que desencadeia o mau hálito de forma a prescrever a terapêutica adequada.

Ao nível universitário, foi graças a esta metodologia (que inclui o Estudo do Hálito) que se obteve uma taxa de êxito de 96,6%. Quanto às consultas seguintes (fase de tratamento e fase de controlo), estas variam segundo a causa. Na maioria dos casos são necessárias 3-4 consultas ao longo de 6 meses para tratamento e controlo (ainda que a eliminação da halitose geralmente suceda ao fim de uma semana).
Atualmente, muitas pessoas procuram-nos apenas para que se realize um check-up e eventuais orientações (sem a existência evidente de mau hálito). São pessoas com vidas sociais muito ativas, cuja profissão exige um contacto muito próximo com terceiros e querem estar seguras e em pleno controlo do seu hálito. Estudamos os fatores e o risco para a predisposição e susceptibilidade e orientamos com detalhe de modo a que o hálito fique blindado.
http://www.halito.pt/faq/como-funciona-consulta-halitose.html
(Perguntas ao Dr Jonas Nunes)

Existem aparelhos para medir o mau hálito ou halitose?

Assim como existem diversos elixires que prometem cura, existem também uma série de aparelhos que afirmam medir a halitose mas não são eficazes (alguns estão comercialmente disponíveis e a preços acessíveis na Península Ibérica). Muitos destes aparelhos para uso pessoal apresentam-se como novidades tecnológicas muito recentes mas a verdade é que desde a década de 90 já eram comercializados em países como o Japão (com a designação de Breath Alert, entre outros).

Em primeiro lugar, há que ter em conta que o hálito humano pode conter mais de 3000 compostos gasosos distintos. Até à data, não existe qualquer dúvida de que apenas os aparelhos de cromatografia gasosa podem medir todos os compostos. Todos os restantes, portáteis, etc., como muito, estão capacitados para medir apenas uma parte dos compostos, como por exemplo os que contêm enxofre (e a grande maioria destes aparelhos mede-os de modo pouco fiável). Portanto, o que ocorre, e esta situação pode ser muito lesiva, é que uma pessoa utilize estos aparelhos confiando que está a apurar a existência de mau hálito e o resultado seja um falso negativo (isto é, o aparelho indica que não existe mau hálito mas na realidade existe). E como? Porque os compostos presentes no mau hálito de uma pessoa podem não conter as moléculas de enxofre que estes aparelhos teoricamente medem (alguns exemplos de compostos gasosos frequentes e que não contêm enxofre são o indol, escatol, putrescina, etc.). Caso estes aparelhos portáteis de uso pessoal possuíssem uma fiabilidade elevada, sem dúvida seriam uma grande ajuda para que uma pessoa soubesse, num dado momento, se tem mau hálito.
Em segundo lugar, estes aparelhos portáteis também são pouco estáveis. Frequentemente, pacientes que os compram, dizem que o aparelho, no mesmo minuto, é possível que um diagnóstico de mau hálito seja seguido de um diagnóstico de ausência de mau hálito. Conclui-se que, nos dias de hoje, não passam de causadores de confusão que podem afectar negativamente a autoconfiança e a autoestima.
Aproveito para falar também sobre o aparelho para uso em clínica – o Halimeter. Não é um cromatógrafo gasoso mas sim um detetor/monitor de compostos sulfurados. Foi um aparelho desenvolvido no início dos anos 90 mas que atualmente se considera obsoleto quando comparado com as opções de vanguarda que existem atualmente no que respeita a cromatografia gasosa. Além de que o Halimeter não identifica individualmente cada composto de enxofre (os CSVs), também não mede corretamente a totalidade destes. É uma realidade amplamente reconhecida pela comunidade científica que sensibilidade ao composto de enxofre dimetilssulfuro, por exemplo, é muito baixa.
Portanto, sempre recomendamos que, no caso de alguém querer saber se tem ou não mau hálito, deve primeiro perguntar a um familiar ou amigo (confidente). Se existe a confirmação e se quer saber qual a causa e tratar (ou se o paciente não se sente à vontade em dissipar esta dúvida com o confidente), deverá buscar um departamento clínico que possua um aparelho de cromatografia gasosa de modo a identificar e medir os compostos presentes no hálito. 
http://www.halito.pt/faq/aparelhos-para-medir-halitose.html
(Perguntas ao Dr. Jonas Nunes)

O que causa o mau hálito ou halitose em bebés ou crianças?

A halitose infantil é muito frequente e, cada vez mais, somos procurados por pais preocupados que trazem as crianças à consulta com receio de que o mau hálito seja um sinal de uma doença grave ou porque os filhos estão a ser vítimas de troça por parte de outras crianças na escola.
É de salientar que as crianças possuem uma maior proporção de casos de halitose de origem otorrinolaringológica, como a hipertrofia dos adenoides, infeções amigdalinas, fenómenos de obstrução nasal, etc.. Já tivemos a oportunidade de diagnosticar vários casos de ocorrência de um corpo estranho (por exemplo uma ponta de lápis no nariz). Isto sucede sobretudo em bebés. Outros centros clínicos também reportaram o mesmo.

Porém, um bebé ou uma criança pode possuir praticamente todas as causas de halitose de um paciente adulto. Se a causa não é evidente para os pais (ex.: não é caso de má higiene, etc.), recomendo que seja procurada uma consulta especializada e que sejam solicitadas provas de diagnóstico para averiguar a causa (já que o mau hálito pode ser um sinal de uma doença subjacente) de forma a poder tratar-se de seguida.