Bem-vindo!

Sou coach, consultora e formadora nas áreas do desenvolvimento do comportamento pessoal e profissional.

A minha tese de Mestrado teve como tema o Impacto da Halitose no Bem-estar do Indivíduo.

Identifico-me como uma pessoa dinâmica, criativa, fascinada pelo comportamento humano, apaixonada pela vida, pela procura da felicidade, bem-estar e realização pessoal e profissional.

Com uma visão aberta e criativa e experiência, apoio as pessoas, grupos e organizações num caminho para que se tornem mais conscientes, eficientes, livres e felizes, que atinjam os resultados desejados e se realizem plenamente na vida pessoal, profissional e social.

O propósito dos meus serviços profissionais é facilitar mudanças positivas e duradouras, desenvolver competências pessoais e profissionais, ajudar as pessoas a realizar os seus objectivos e sonhos, fazendo a diferença nas suas vidas pessoais e profissionais.

‎"Se um dia tiver que escolher entre o Mundo e o Amor, lembre-se: Se escolher o Mundo ficará sem Amor, mas se você escolher o Amor, com ele conquistará o Mundo" - Albert Einstein

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Existem aparelhos para medir o mau hálito ou halitose?

Assim como existem diversos elixires que prometem cura, existem também uma série de aparelhos que afirmam medir a halitose mas não são eficazes (alguns estão comercialmente disponíveis e a preços acessíveis na Península Ibérica). Muitos destes aparelhos para uso pessoal apresentam-se como novidades tecnológicas muito recentes mas a verdade é que desde a década de 90 já eram comercializados em países como o Japão (com a designação de Breath Alert, entre outros).

Em primeiro lugar, há que ter em conta que o hálito humano pode conter mais de 3000 compostos gasosos distintos. Até à data, não existe qualquer dúvida de que apenas os aparelhos de cromatografia gasosa podem medir todos os compostos. Todos os restantes, portáteis, etc., como muito, estão capacitados para medir apenas uma parte dos compostos, como por exemplo os que contêm enxofre (e a grande maioria destes aparelhos mede-os de modo pouco fiável). Portanto, o que ocorre, e esta situação pode ser muito lesiva, é que uma pessoa utilize estos aparelhos confiando que está a apurar a existência de mau hálito e o resultado seja um falso negativo (isto é, o aparelho indica que não existe mau hálito mas na realidade existe). E como? Porque os compostos presentes no mau hálito de uma pessoa podem não conter as moléculas de enxofre que estes aparelhos teoricamente medem (alguns exemplos de compostos gasosos frequentes e que não contêm enxofre são o indol, escatol, putrescina, etc.). Caso estes aparelhos portáteis de uso pessoal possuíssem uma fiabilidade elevada, sem dúvida seriam uma grande ajuda para que uma pessoa soubesse, num dado momento, se tem mau hálito.
Em segundo lugar, estes aparelhos portáteis também são pouco estáveis. Frequentemente, pacientes que os compram, dizem que o aparelho, no mesmo minuto, é possível que um diagnóstico de mau hálito seja seguido de um diagnóstico de ausência de mau hálito. Conclui-se que, nos dias de hoje, não passam de causadores de confusão que podem afectar negativamente a autoconfiança e a autoestima.
Aproveito para falar também sobre o aparelho para uso em clínica – o Halimeter. Não é um cromatógrafo gasoso mas sim um detetor/monitor de compostos sulfurados. Foi um aparelho desenvolvido no início dos anos 90 mas que atualmente se considera obsoleto quando comparado com as opções de vanguarda que existem atualmente no que respeita a cromatografia gasosa. Além de que o Halimeter não identifica individualmente cada composto de enxofre (os CSVs), também não mede corretamente a totalidade destes. É uma realidade amplamente reconhecida pela comunidade científica que sensibilidade ao composto de enxofre dimetilssulfuro, por exemplo, é muito baixa.
Portanto, sempre recomendamos que, no caso de alguém querer saber se tem ou não mau hálito, deve primeiro perguntar a um familiar ou amigo (confidente). Se existe a confirmação e se quer saber qual a causa e tratar (ou se o paciente não se sente à vontade em dissipar esta dúvida com o confidente), deverá buscar um departamento clínico que possua um aparelho de cromatografia gasosa de modo a identificar e medir os compostos presentes no hálito. 
http://www.halito.pt/faq/aparelhos-para-medir-halitose.html
(Perguntas ao Dr. Jonas Nunes)

O que causa o mau hálito ou halitose em bebés ou crianças?

A halitose infantil é muito frequente e, cada vez mais, somos procurados por pais preocupados que trazem as crianças à consulta com receio de que o mau hálito seja um sinal de uma doença grave ou porque os filhos estão a ser vítimas de troça por parte de outras crianças na escola.
É de salientar que as crianças possuem uma maior proporção de casos de halitose de origem otorrinolaringológica, como a hipertrofia dos adenoides, infeções amigdalinas, fenómenos de obstrução nasal, etc.. Já tivemos a oportunidade de diagnosticar vários casos de ocorrência de um corpo estranho (por exemplo uma ponta de lápis no nariz). Isto sucede sobretudo em bebés. Outros centros clínicos também reportaram o mesmo.

Porém, um bebé ou uma criança pode possuir praticamente todas as causas de halitose de um paciente adulto. Se a causa não é evidente para os pais (ex.: não é caso de má higiene, etc.), recomendo que seja procurada uma consulta especializada e que sejam solicitadas provas de diagnóstico para averiguar a causa (já que o mau hálito pode ser um sinal de uma doença subjacente) de forma a poder tratar-se de seguida.

É frequente o mau hálito com origem no estômago?


Existe una crença generalizada na população de que a halitose com origem no estômago é uma das mais frequentes. Com rigor, não é verdade – não é de todo uma das causas mais frequentes. Os últimos relatórios provenientes de diversos centros clínicos europeus mostram que a percentagem de pacientes diagnosticados com este tipo de halitose geralmente não ultrapassa os 3% (em relação ao total de pacientes que procuram tratamento).

Porém, a halitose com origem no estômago não é algo irreal (como alguma indústria de elixires tenta divulgar erradamente para vender os seus produtos). As halitoses com origem no estômago são possíveis e podem ser diagnosticadas na consulta. A proporção de casos é que não é tão elevada como a crença tradicional sugere ou se considerarmos que cerca de 30% da população possui algum tipo de problema gástrico. Demonstrou-se que algumas linhagens da bactéria estomacal Helicobacter pylori são capazes de produzir compostos sulfurados voláteis. Analogamente, diversas patologias do foro gástrico e digestivo predispõem a manifestação de halitose. Alguns exemplos que observámos no nosso departamento (e confirmado por outros centros sediados noutros países) são a gastrite, úlceras, hérnia de hiato, refluxo gastroesofágico, divertículo de Zenker, doença inflamatória intestinal, presença de corpo estranho na faringe e diversas neoplasias do tubo digestivo.
Aproveito para referir que a endoscopia digestiva não deve ser realizada como um exame de primeira escolha para o diagnóstico da halitose (é menos específica quando comparada com a cromatografia gasosa). As halitoses com origem digestiva não são muito frequentes. Ainda que uma pessoa com halitose possa ter algum tipo de problema digestivo, muito frequentemente a origem da halitose que acabamos por encontrar é outra (ex.: do foro da otorrinolaringologia – bastante mais frequentes). Tudo isto não quer dizer que, quando existe sintomatologia digestiva associada, a endoscopia digestiva possa ser útil na confirmação da existência de algumas das patologias anteriormente referidas.

Que tipos de mau hálito ou halitose existem?


As alterações do odor no ar expirado podem ser classificadas ou caracterizadas de diversas formas. Segundo a intensidade, desde não perceptível até muito intenso/desagradável (para este efeito existem as escalas de Rosemberg, de Seeman, etc.). Segundo a frequência, podem ser ocasionais/intermitentes/reactivas ou contínuas/crónicas. Segundo a duração, curta ou longa, segundo o tipo de odor, etc.
É importante assinalar que os padrões de manifestação da halitose podem ter correspondência com as causas que a desencadeiam. Por exemplo, as halitoses desencadeadas pela cirrose hepática geralmente são muito intensas, crónicas, de longa duração e possuem um odor característico (o foetor hepaticus).
Como existem mais de 80 causas possíveis de halitose, estas podem ser classificadas também segundo a causa (classificação etiológica). Quanto à relevância clínica, podem ser fisiológicas (as que não necessitam de tratamento médico; por exemplo, a halitose que uma pessoa manifesta ao acordar) e patológicas (as que têm indicação para tratamento médico; por exemplo, a diverticulose de Zenker).

Finalmente, a classificação mais utilizada a nível científico, e que tem em conta o tipo de pacientes que procura tratamento, é a de Miyazaki/Yaegaki. Esta classifica os pacientes como tipo I ou Genuína (quando é detetada/confirmada por terceiros), tipo II ou Pseudohalitose (quando existe apenas uma autoperceção de mau hálito, isto é, outras pessoas e aparelhos de medição não a detetam) e tipo III ou Halitofobia (perturbação obsessiva do foro psiquiátrico).

O que causa /quais são as causas da halitose ou mau hálito?

O relatório de 2010 publicado pelo Instituto do Hálito verificou que a maioria dos pacientes (60%) que pediram tratamento nos centros clínicos da rede na Península Ibérica possui halitose com origem oral. Porém, a proporção de halitose com esta origem – oral – diminuiu nos últimos anos. Isto significa que é cada vez maior a proporção de pacientes que nos procuram com uma causa diagnosticada como não-oral. Algumas explicações possíveis são a crescente sensibilização por parte da população sobre a necessidade de uma melhor higiene oral. Hoje em dia, raramente somos confrontados com um paciente com má higiene na nossa consulta. Isto deve-se talvez à maior facilidade de aceso ao diagnóstico por parte de outros profissionais de saúde: quando o problema é desencadeado por má higiene oral, a grande maioria dos dentistas identifica a origem do mau hálito e sabe como tratá-lo.
Verificou-se que as causas extra-orais (aparelho respiratório, tubo digestivo, sistémicas) são responsáveis por cerca de 17% dos casos diagnosticados pelo Instituto do Hálito e a tendência desta proporção, nos últimos anos, é crescente. As causas extra-orais/não-orais são de diagnóstico mais complexo e requerem geralmente uma tecnologia mais avançada, sendo mais provável de serem detetadas somente numa consulta especializada de hálito.
Assinala-se que aos restantes 23% dos pacientes não lhes foi diagnosticado halitose verdadeira. Certas situações como a diminuição do fluxo salivar, problemas digestivos, stresse/ansiedade, ainda que em alguns casos possam originar halitose verdadeira, noutros podem produzir alguns tipos de perceção olfativa e levar o próprio a crer de que padece de halitose. Porém, não se trata de uma halitose psicológica – já que existe uma causa orgânica que a desencadeia e que pode ser tratada. A lista completa das doenças e outras condições médicas que potencialmente podem provocar halitose estão listadas na secção Halitose da página web do Instituto do Hálito.
http://www.halito.pt/faq/causas-mau-halito.html

Como combater, eliminar, curar a halitose ou mau hálito?



Temos recebido diversos emails de toda a Península Ibérica a perguntar como combater, eliminar ou curar a halitose. A nossa resposta é invariavelmente: “a taxa de êxito é muito elevada porque o tratamento utilizado está diretamente relacionado com o tipo de halitose diagnosticado”. A nossa missão tem sido expor a verdade com o máximo rigor científico. Qualquer pessoa que reflita sobre este tema compreenderá que esta é a única resposta autêntica e com sentido.
Aclaramos os nossos pacientes que as expressões mau hálito ou halitose possuem um escasso significado fisiopatológico (somente indicam uma alteração do odor no ar expirado). É como perguntar como se cura uma pessoa enferma/doente… a questão que se coloca de imediato é qual é a doença que está presente nesse caso? Ainda que comercialmente seja muito atrativo anunciar “a cura/solução para o mau hálito”, todos sabemos que não existe na Medicina um medicamento ou um procedimento universal que cure as doenças. O mesmo sucede com a halitose. Há mais de 80 causas com origem em distintas partes do organismo. Sendo esta a realidade, não é uma ingenuidade crer que há um tratamento para todas elas?
Há que combater a falta de ética comercial que tira proveito da fragilidade de muitas pessoas. Estas, devido ao impacto grave que a halitose provoca nas suas vidas, gastam centenas de euros em todas as “novidades” amplamente divulgadas na comunicação social ou na Internet. Alguns pacientes chegaram mesmo a referir que ainda que não acreditando que, por exemplo, uma coisa tão ilógica e sem fundamentação científica como um disco de aço, cure todas as halitoses, o desespero levou-as a adquirir esse produto. Nos dias de hoje e tendo em conta o cenário atual, julgo ser imperioso a criação de legislação e vigilância para a defesa do consumidor.
Voltando à pergunta, primeiramente deve-se descobrir qual é a causa do mau hálito: em ciência chama-se a obtenção do diagnóstico etiológico. Se a causa não é claramente visível/detetável (como nos casos de má higiene oral; focos infeciosos evidentes, etc.), é aconselhável procurar uma consulta especializada de halitose. Neste contexto, depois de descoberta a causa, simplesmente deve ser elaborado o plano de tratamento correspondente à luz da Medicina atual (ex.: os inibidores de bombas de protões geralmente são bem sucedidos no tratamento do refluxo gastroesofágico, porém, se a causa é uma hipossalivação grave elege-se um fármaco parassimpaticomimético adequado). Depois de ser alcançado o diagnóstico etiológico (ex.: halitose por hipossalivação), temos então um diagnóstico médico com a respetiva correspondência terapêutica, pois sabemos exatamente qual a doença/patologia. Isto é verdade, rigor e prova científica de êxito (e não promessas fantasiosas aproveitando o desespero das pessoas que já são vítimas por padecer de mau hálito).
Infelizmente, o desespero cega as pessoas (incluindo até os racionais). Continuamos a ver pacientes que nos visitam pela primeira vez possuindo una higiene oral irrepreensível mas que continuam a utilizar elixires/colutórios orais ininterruptamente várias vezes ao dia. Se racionalizarmos o problema, observamos que até uma criança compreende. É como ter uma fonte de mau odor na cozinha e compulsivamente pulverizar a sala com um desodorizante ou limpá-la um líquido desinfetante.
É de salientar que até os elixires de uso oral que contêm antimicrobianos, contêm certos desodorizantes como menta, o que pode desencadear a ilusão de que se está a agir sobre a origem do problema pois o mau odor parece que desaparece. No entanto, penso que deveria ficar muito claro a todos que, se pouco tempo depois o mau odor reaparece, a conclusão mais racional é que a origem não está na boca. A simples libertação de um odor a menta – mais intenso que o mau odor detetável – mascara-o por uns 15 minutos. Durante esses 15 minutos não houve um efeito eliminador mas sim um efeito dissimulador ao nível do nariz (que deteta somente um odor de cada vez – prevalecendo usualmente o mais intenso). A conclusão é a seguinte: antes de se persistir irracionalmente com tratamentos que o paciente já verificou que são ineficazes, deve procurar uma consulta específica com o objetivo de averiguar a causa da halitose e o tratamento correspondente.

Existe cura para a halitose ou mau hálito?

Essa é uma das preocupações principais das pessoas que procuram o nosso departamento clínico. Frequentemente pensam que o seu caso não tem solução, já que experimentaram quase de tudo. Apesar dos resultados muito positivos alcançados nos últimos anos, desde o meu ponto de vista, a palavra cura associada com o conceito de halitose está a ser utilizada de um modo abusivo. Por exemplo, a taxa de êxito do protocolo clínico que utilizamos, provavelmente a mais elevada verificada em instituições académicas até à data, foi de 96,6%. Isto significa que em cada 100 pacientes, pelo menos 96 deles, despois de tratados, deixaram de manifestar mau hálito. Estes resultados são muito positivos já que estamos a falar de pacientes procuraram uma consulta especializada depois de, em muitos casos, haver consultado uma serie de profissionais de saúde (portanto estamos a falar de pacientes com uma higiene oral ótima e cujas causas de halitose não são visíveis). Neste estudo que avaliou a taxa de êxito, os critérios utilizados exigiram uma confirmação tripla: por parte de familiares, por parte de examinadores de odor e através de aparelhos que medem o mau odor (técnicas de cromatografia gasosa). Sobre a taxa de êxito (96,6%), numa grande parte dos casos, considero que houve cura (o paciente nunca mais manifestou mau hálito nem necessitou de cuidados especiais ao longo do tempo). A cura sucede, por exemplo, nos casos de halitose muito intensa devido a amigdalite caseosa crónica. Depois da remoção cirúrgica do foco infecioso (criptas amigdalinas), o paciente é incapaz de produzir os caseos/cálculos amigdalinos e, por conseguinte, mau hálito. Não obstante, noutros casos, ainda que existiu remissão do mau hálito, seria pouco rigoroso considerá-los curados (prefiro utilizar a expressão tratados). Um exemplo são os casos de pacientes com halitose devido a hiposalivação (secura bucal). Através de certas terapêuticas, ao longo de um período de tempo, consegue-se aumentar a função salivar (ex.: através da toma regular de fármacos colinérgicos). Porém, isto não significa que, cinco anos depois, o paciente não necessite de repetir o tratamento uns meses mais (já que as recidivas – diminuição do fluxo salivar – podem ocorrer em algumas pessoas). Considero o paciente tratado (já que nunca mais manifestou halitose), no entanto a resolução não ficou terminantemente concluída (alguns casos podem necessitar de retratamento anos mais tarde). Considero a palavra cura, nestes casos, abusiva.
Aclaro que estar tratado não é estar continuamente dependente de produtos que mascaram o odor (elixires ou chicletes com sabor/odor a menta ou outros similares). Estes possuem um efeito a curto prazo. Esta situação não pode ser considerada êxito clínico (e muito menos afirmar que o paciente está curado ou tratado). Neste sentido, torna-se pouco ético o cenário a que assistimos hoje: o abuso da palavra cura a nível comercial. Em muitos casos, o que se oferece não é a cura mas sim um contrato de dependência vitalício (já que o efeito é apenas a curto prazo e a pessoa está dependente de utilizar o produto várias vezes ao dia). http://www.halito.pt/faq/cura-para-mau-halito.html